Exoesqueleto pode ajudar na eficiência da operação? Saiba mais

Atividades que exigem movimentos repetitivos ou esforço físico ao longo da jornada podem gerar fadiga e afetar a execução das tarefas. Nesse cenário, o exoesqueleto surge como uma tecnologia de apoio capaz de acompanhar os movimentos do trabalhador e reduzir parte do esforço exigido durante determinadas operações.

O equipamento busca aproximar produtividade e cuidado com as pessoas. Quando aplicado corretamente, pode contribuir para reduzir a fadiga muscular, melhorar a qualidade dos movimentos e proporcionar mais conforto durante atividades repetitivas.

O que é um exoesqueleto?

O exoesqueleto é uma tecnologia vestível desenvolvida para oferecer suporte ao corpo durante determinados movimentos. Durante a operação, o equipamento é ajustado ao usuário e acompanha sua movimentação, proporcionando assistência mecânica durante a execução das tarefas.

O M.A.T.E., desenvolvido pela Comau e disponibilizado pela Bunzl EPI, por exemplo, utiliza um sistema mecânico passivo para auxiliar os movimentos dos ombros. O próprio trabalhador continua responsável pela força e pelo equilíbrio, enquanto o equipamento distribui parte do peso pelos braços.

Essa característica diferencia o equipamento de soluções motorizadas. O M.A.T.E. não utiliza motores para movimentar o trabalhador. Seu sistema mecânico utiliza caixas de torque para armazenar e transformar energia potencial em torque, com oito níveis de assistência ajustáveis.

Como o exoesqueleto pode ser utilizado nas operações?

O uso do exoesqueleto faz mais sentido em atividades nas quais o trabalhador realiza movimentos repetitivos ou mantém os membros superiores em determinadas posições por períodos prolongados.

O equipamento acompanha os movimentos dos ombros e oferece assistência durante a execução das tarefas. Com isso, o trabalhador mantém sua autonomia enquanto recebe suporte mecânico.

De que forma a tecnologia pode contribuir para a eficiência?

À medida que o esforço físico aumenta, o trabalhador pode apresentar maior dificuldade para manter o mesmo padrão de movimento ao longo da jornada. O exoesqueleto pode atuar justamente nesse ponto, oferecendo assistência durante os movimentos e reduzindo parte da exigência muscular.

Os dados da Bunzl confirmam que o M.A.T.E., por exemplo, apresenta redução média de 30% na fadiga muscular durante movimentos de flexo-extensão.  Esses resultados podem contribuir para uma operação mais consistente.

Também há uma relação importante com o conforto. O equipamento foi desenvolvido para acompanhar a movimentação do corpo sem criar resistência aos movimentos e possui partes de contato laváveis e ajustáveis.

Como implementar a tecnologia na operação?

A adoção de um exoesqueleto precisa fazer parte de uma estratégia estruturada. Antes de introduzir o equipamento, a empresa deve avaliar a atividade, identificar as demandas físicas e verificar se a tecnologia é compatível com o processo.

Também é importante considerar a adaptação dos trabalhadores. O equipamento precisa estar corretamente ajustado ao biotipo e à atividade para que o suporte oferecido seja adequado.

No caso do M.A.T.E., a regulagem pode ser feita diretamente no equipamento, com oito níveis de assistência. A tecnologia também possui seis mecanismos de regulagem e dois tamanhos para atender diferentes usuários.

A implementação deve ser acompanhada de orientação e acompanhamento da utilização. A empresa precisa observar como o equipamento se comporta na rotina e se os resultados esperados estão sendo alcançados. Esse cuidado evita que a tecnologia seja adotada apenas por ser uma novidade. A decisão deve estar relacionada a uma necessidade concreta da operação.

Para empresas que buscam alternativas para reduzir a fadiga e melhorar a eficiência de determinadas tarefas, o exoesqueleto pode representar uma evolução na forma de pensar a ergonomia e o desempenho operacional.