O uso correto de EPI não depende apenas da entrega dos equipamentos aos trabalhadores, porque para que a proteção seja efetiva, é necessário que a empresa também precise avaliar os riscos existentes na operação e verificar se os EPIs utilizados são compatíveis com as atividades realizadas.
Essa abordagem é importante porque um equipamento adequado pode perder sua função quando utilizado de maneira incorreta, está danificado ou não corresponde ao risco presente.
Por que o uso correto do EPI é tão importante?
O EPI atua como uma barreira entre o trabalhador e determinados riscos ocupacionais. Sua utilização é necessária quando os riscos não puderem ser eliminados ou controlados de forma suficiente por outras medidas de prevenção.
A NR-6 estabelece requisitos relacionados à seleção, fornecimento, uso, manutenção e responsabilidades envolvendo os Equipamentos de Proteção Individual. A norma também determina que a organização deve selecionar equipamentos adequados aos riscos existentes e orientar os trabalhadores sobre sua utilização.
Por isso, o uso correto de EPI envolve mais do que colocar o equipamento antes de iniciar uma atividade.
Um trabalhador que utiliza uma luva inadequada para o produto químico manipulado, por exemplo, permanece exposto mesmo estando com as mãos protegidas. Da mesma forma, um capacete danificado ou um protetor auditivo mal ajustado pode comprometer a proteção esperada.
O equipamento precisa ser adequado ao risco, estar em condições de uso e ser utilizado conforme as orientações estabelecidas.
Quais são as responsabilidades da empresa?
A responsabilidade da empresa começa antes mesmo da entrega do equipamento. A seleção deve considerar os riscos identificados, as características da atividade e a compatibilidade com outros EPIs utilizados simultaneamente.
A organização também deve fornecer gratuitamente os equipamentos adequados aos riscos, orientar e treinar os trabalhadores, exigir seu uso e realizar a manutenção quando aplicável, conforme as responsabilidades previstas na NR-6.
O acompanhamento é outro ponto importante. Não basta registrar que determinado equipamento foi entregue. A empresa precisa verificar se ele está sendo utilizado corretamente e se continua em condições adequadas.
Esse controle permite identificar falhas antes que elas comprometam a proteção. Também ajuda a entender se os trabalhadores precisam de novos treinamentos ou se o processo de seleção dos equipamentos precisa ser revisto.
O uso correto de EPI, portanto, exige participação de diferentes áreas, como:
- Segurança do Trabalho;
- gestores;
- Recursos Humanos e;
- trabalhadores precisam atuar de maneira coordenada para que os procedimentos sejam incorporados à rotina.
Quais erros comprometem a proteção dos colaboradores?
Um dos principais é utilizar um modelo que não corresponde ao risco. A resistência de uma luva, por exemplo, não significa que ela seja adequada para qualquer atividade. Cada equipamento possui características e limitações específicas.
Outro erro é não orientar adequadamente os trabalhadores. O profissional precisa saber como colocar, ajustar, utilizar, higienizar, armazenar e substituir o equipamento, de acordo com as orientações aplicáveis.
Também é necessário evitar o uso de equipamentos danificados. Trincas, rasgos, deformações, desgaste excessivo ou outros sinais de comprometimento devem ser avaliados antes da utilização.
A falta de fiscalização também pode prejudicar o processo. Quando a empresa não acompanha a utilização dos equipamentos, perde a capacidade de identificar comportamentos inadequados e corrigir desvios.
Outro ponto é tratar o EPI como uma solução isolada. A proteção individual não substitui medidas de eliminação, redução ou controle dos riscos na fonte. Ela deve fazer parte de um conjunto de medidas de prevenção.
Como garantir o uso correto dos EPIs?
O uso correto de EPI precisa ser incorporado aos processos de segurança da empresa. Para isso, algumas etapas devem funcionar de forma integrada.
Primeiro, é necessário identificar os riscos presentes em cada atividade e selecionar equipamentos compatíveis. Depois, os trabalhadores precisam receber orientação e treinamento antes de utilizar os equipamentos.
A empresa também deve estabelecer critérios para inspeção, conservação e substituição. O acompanhamento precisa continuar depois da entrega, verificando se os equipamentos estão sendo utilizados e se permanecem adequados às condições da operação.
A tecnologia pode contribuir nesse processo ao reduzir controles manuais e ampliar a visibilidade sobre as informações de segurança.
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Em operações com muitos trabalhadores, unidades e processos, controlar essas informações pode ser um desafio. É para isso que o Universo MOB, da Bunzl EPI, apresenta uma abordagem integrada para apoiar a gestão de segurança.
O MOB Controle automatiza a entrega de EPIs por meio de um dispenser inteligente, permitindo ampliar o controle e a rastreabilidade dos equipamentos. Já o MOB Conduta realiza o monitoramento do uso dos EPIs e identifica comportamentos de risco. O MOB Inspeção, por sua vez, apoia a verificação das condições e da conformidade dos equipamentos.
Essas soluções ajudam a transformar informações da operação em dados que podem apoiar a tomada de decisão. Isso permite que a empresa tenha uma visão mais ampla sobre a utilização dos equipamentos, em vez de depender exclusivamente de controles manuais.
O uso correto de EPI depende de uma estrutura que envolva seleção, treinamento, acompanhamento e fiscalização. Quando essas etapas estão conectadas, a empresa consegue identificar falhas com maior precisão e atuar de forma preventiva.